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Quarta-feira, 04 de Novembro 2026
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Agosto Lilás: Não Deixe Chegar ao Fim da Linha – A Luta Continua

Denuncie, apoiando a reconstrução da vida das mulheres que vencem o medo e começam de novo

Agosto Lilás: Não Deixe Chegar ao Fim da Linha – A Luta Continua
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“Começar de novo, e contar comigo, vai valer a pena, ter amanhecido...” O verso da canção de Ivan Lins, tema da novela Malu Mulher, traduz sentimentos profundos que muitas mulheres carregam após saírem de um relacionamento tóxico e violento. É a sensação de sobrevivência após uma guerra silenciosa, onde a dor e o medo se misturam, mas onde permanece, também, a esperança.

 

Esse é o cenário que a campanha Agosto Lilás quer iluminar. Mais do que nunca, neste 2025, com o lema “Não deixe chegar ao fim da linha”, a campanha faz um alerta importante: a violência contra a mulher é um problema de toda a sociedade, e o combate a ela depende da ação coletiva. O agressor, muitas vezes mascarado por uma aparência “aceitável”, manipula e destrói vidas com brutalidade que vai além do físico — há violência moral, verbal, financeira e psicológica.

 

Infelizmente, a culpa frequentemente recai sobre a mulher, como se a escolha de amar alguém violento fosse uma sentença escrita em sua testa. “Por que você ficou com ele?”, perguntam. Ao mesmo tempo, a pressão social incentiva a tolerância e a permanência no relacionamento abusivo sob o pretexto de que ele “é bonzinho”. Essa hipocrisia só fortalece o ciclo da violência.

 

No entanto, não estamos sozinhas. Hoje, há uma rede de proteção crescente — grupos de apoio, instituições, propostas legais cada vez mais rigorosas e um número crescente de denúncias que mostram a coragem de não se calar mais. A Central de Atendimento à Mulher, através do telefone 180, é um canal vital para denunciar e começar a construir uma vida livre do medo.

 

As forças policiais e guardas municipais têm se empenhado na conscientização, proteção e na criminalização dos agressores. A diminuição gradativa da taxa de feminicídios no país é um sinal de que o enfrentamento pode dar resultados, ainda que o caminho continue longo e difícil.

 

Se você ou alguém que você conhece está vivendo violência, lembre-se: não está sozinha. Existe vida após o sofrimento. Existem pessoas e instituições dispostas a acolher, ouvir e proteger. Seja essa mulher que começa de novo, que conta consigo mesma para reconstruir sua história.


E nós, como sociedade, devemos ouvir, apoiar e agir. O combate à violência contra a mulher só será vencido se for feito por todos nós. 

Principais Fontes e Redes de Apoio para Mulheres Vítimas de Violência no Brasil

1. Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180

2. Disque 100

3. Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM)

  • Presença em muitos municípios, focadas na acolhida e investigação de violência contra a mulher.

  • Atendimento especializado, com equipes preparadas.

  • Localize a mais próxima via Secretaria de Segurança Pública do seu estado.

4. Casa da Mulher Brasileira

  • Espaço que reúne diversos serviços para atendimento integral (atendimento psicológico, jurídico, social e policial).

  • Presente em vários estados, é uma referência para proteção e acolhimento.

  • Mais informações: https://casamulherbrasileira.gov.br/

5. Aplicativo 'Violência Doméstica' do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos

  • Aplicativo gratuito para celular que possibilita denunciar casos de violência e obter informações.

  • Onde denunciar e como agir.

  • Disponível em lojas de apps (Google Play e Apple Store).

6. Redes de apoio locais e ONGs

  • Muitas cidades têm grupos e instituições especializadas em acolhimento e suporte psicológico, jurídico e social a mulheres em situação de violência.

  • Exemplos nacionais:

    • Rede Lilás: articulação de organizações que atuam no enfrentamento da violência contra a mulher.

    • Instituto Maria da Penha: promove campanhas, capacitação e apoio a vítimas.

    • Casa dos Direitos da Mulher e Conselhos de Direitos Humanos municipais.

       

 

FONTE/CRÉDITOS: Cuaracy Barbosa
Serra 1

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