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Adinkra: ideogramas africanos que atravessam o tempo e ressignificam cidades

Uma linguagem ancestral de significados

Adinkra: ideogramas africanos que atravessam o tempo e ressignificam cidades
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Neste sábado, 9 de agosto, às 15h, a Casa de Cultura Adolpho Bloch recebe a oficina “Adinkra: Uma Herança Cultural Africana Bem Debaixo dos Nossos Olhos”. Ministrada por Zuza Amaro, a atividade convida o público a mergulhar na riqueza simbólica dos ideogramas Adinkra, um sistema tradicional de escrita visual dos povos Akan, presentes originalmente em regiões do atual Gana e Costa do Marfim.

 

Uma linguagem ancestral de significados

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Os símbolos Adinkra surgiram entre os Akan, especialmente com os Bono do antigo reino de Gyaman, entre os séculos XVIII e XIX. Originalmente estampados em tecidos usados por reis em cerimônias, os ideogramas também decoravam objetos, móveis e peças de arquitetura. “São ideogramas carregados de significados, cada um representando provérbios, valores, mensagens filosóficas e toda uma cosmovisão ancestral”, explica Zuza Amaro.

 

Entre os exemplos mais conhecidos estão o Gye Nyame (“exceto Deus”, símbolo da onipotência divina), o Sankofa (“volte e busque”, sobre a importância de aprender com o passado) e o Dwennimmen (força com humildade, ilustrada pelos chifres do carneiro).

 

Da África Ocidental à paisagem urbana brasileira

 

Além de seu uso em tecidos, a tradição Adinkra se expandiu para a arquitetura, escultura e arte urbana. De acordo com estudos, os símbolos Adinkra passaram a compor relevos, grades e detalhes de edificações históricas em cidades de influência afrodescendente, inclusive no Brasil. “Os Adinkra ressignificam as construções como lugares de memória e resistência, conectando o passado às lutas do presente”, destaca Amaro.

 

Hoje, os ideogramas continuam a inspirar designers, artistas e arquitetos — aparecem em logotipos, murais, vestimentas e projetos arquitetônicos contemporâneos, tanto na África quanto na diáspora.

 

Oficina aberta e prática artística

 

A oficina propõe explorar essas conexões históricas e culturais a partir da prática: durante a conversa, os participantes irão estampar coletivamente uma grande bandeira de tecido usando técnicas de stencil com Adinkra. “É uma experiência para quem gosta de artes visuais, história e quer entender como a cultura afro-brasileira está presente nas formas e símbolos que muitas vezes passam despercebidos em nosso dia a dia”, ressalta Zuza.

 

A atividade é aberta a educadores, estudantes, artistas e interessados na aplicação de referências afro-brasileiras nos currículos escolares e nas manifestações artísticas cotidianas, em consonância com a lei 10.639/03.

Inscrições neste formulário:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf2htLzmHyzTQdJGM1WE9Z9CptCaOeKxNdIejAWybsCy1VU0A/viewform?usp=dialog

 

Serviço:

Evento: Oficina Gráfica de Stencil - Adinkra

Data: Sábado, 9 de agosto, 15h

Local: Casa de Cultura Adolpho Bloch

 

FONTE/CRÉDITOS: Cuaracy Barbosa
Serra 1

Publicado por:

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