Pesquisadores mexicanos desenvolveram uma tecnologia inovadora que transforma o suco do cacto em plástico biodegradável, oferecendo uma alternativa sustentável aos plásticos convencionais. Criado a partir da espécie local Figueira da Índia (Opuntia ficus-indica), o plástico produzido é composto por açúcares naturais do cacto, que são processados junto a outros ingredientes naturais, resultando em um material flexível, não tóxico e que se dissolve no solo em cerca de um mês, ou em apenas uma semana se exposto à água.
Essa inovação, liderada pela engenheira química Sandra Pascoe Ortiz, representa um avanço importante na busca por soluções ambientais mais sustentáveis, dada a rapidez com que o plástico de cacto se decompõe em comparação com o plástico derivado de petróleo, que pode levar séculos para se degradar. Além disso, o material não oferece riscos de intoxicação para humanos ou animais caso seja ingerido, o que é um diferencial em prol da proteção ambiental.
O uso do cacto como matéria-prima traz ainda a vantagem de ser uma planta resistente, que cresce em solos áridos sem necessidade de irrigação ou fertilizantes, evitando competir com áreas destinadas à produção de alimentos. Assim, o plástico de cacto pode ser produzido de forma economicamente viável e ambientalmente responsável, promovendo a redução da poluição plástica e seu impacto nos oceanos e na cadeia alimentar.
Atualmente, a tecnologia está em fase final de testes para produção comercial, voltada inicialmente para produtos descartáveis como sacolas e embalagens, que não exigem longa durabilidade. O México, com essa pesquisa, demonstra potencial para liderar inovações no campo da biotecnologia ambiental, alinhando sustentabilidade e desenvolvimento tecnológico.

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