Há uma década, no quintal de casa, a terapeuta Gizele Aguiar e o administrador Rafael Baião deram início a um projeto que mudaria suas vidas — e a de muitas famílias. A Casa Vida nasceu oferecendo sessões de hidroterapia e, hoje, é referência no atendimento especializado para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras deficiências (PCDs), atendendo crianças, adolescentes e adultos.
O grande diferencial da instituição é a piscina de ozônio, onde diversas terapias podem ser realizadas de forma integrada. “Todas as especialidades também atuam dentro da água. A piscina é nosso carro-chefe”, explica Gizele.
A trajetória da Casa Vida se entrelaça à história pessoal de seus fundadores. Há menos de quatro anos, Gizele enfrentou uma depressão e, após uma avaliação neuropsicológica e dois anos de investigação, descobriu que também é autista — assim como suas filhas. “Tudo fez sentido. O diagnóstico aumentou ainda mais o nosso propósito”, afirma.
Além dos atendimentos terapêuticos, a Casa Vida adota um lema que reforça sua missão de cuidado integral: “cuidar de quem cuida”. A ideia, segundo Rafael Baião, é oferecer suporte também às famílias dos pacientes. “Enquanto a criança está na terapia, a mãe pode fazer uma massagem ou praticar pilates. Queremos garantir que o cuidador também esteja bem, porque isso reflete diretamente na evolução da criança”, explica.
Hoje, a Casa Vida conta com duas unidades em funcionamento. Uma delas é dedicada a clínica médica, natação para bebês, hidroginástica e pilates, localizada no bairro Agriões. A outra, no bairro Talmaturgo, na Rua Coronel Silvio Lisboa da Cunha, nº 190, atende crianças autistas, PCDs e outras diversidades, em um espaço pensado para acolher e estimular cada paciente de forma personalizada.
Ao completar 10 anos, a Casa Vida reafirma seu compromisso com a inclusão, o acolhimento e a transformação de vidas — sempre com muito amor e respeito pela singularidade de cada pessoa.
