Enquanto a IA traz várias comodidades em tempos cada vez mais virtuais, uma das preocupações mundiais é com a queda do número de empregos. Pois OpenAI, dona do ChatGPT, divulgou um relatório, onde propõe que o avanço da inteligência artificial não seja usado apenas para aumentar lucros, mas também para ampliar o bem-estar da população. O documento da bigtech, intitulado "Política Industrial para a Era da Inteligência", foi divulgado no início de abril.
Nele, a empresa afirma que, enquanto novas formas de trabalho surgirão, "alguns empregos desaparecerão" e indústrias inteiras serão remodeladas em uma velocidade sem precedentes históricos.
Entre as propostas apresentadas, de acordo com reportagem do portal G1, a OpenAI defende a redução da jornada de trabalho sem corte de salários. A sugestão é incentivar testes com semanas de quatro dias (32 horas), mantendo os níveis de produção e serviço.
Segundo o relatório, o tempo economizado com a automação de tarefas poderia ser convertido em folgas ou em uma jornada menor.
A empresa argumenta que a automação de atividades repetitivas e administrativas tende a liberar tempo, que deveria ser "devolvido" aos trabalhadores. O documento também sugere ampliar contribuições para aposentadoria e oferecer apoio para cuidados com filhos e idosos.
Outro ponto destacado é a participação dos funcionários na adoção da IA nas empresas.
A OpenAI diz que trabalhadores deveriam ter voz formal nesse processo, ajudando a definir como a tecnologia será usada, com foco na redução de tarefas perigosas ou exaustivas, e não apenas no aumento da produtividade ou da vigilância.
A dúvida é: irão querer os donos do poder ouvir os trabalhadores?

Comentários: