O último domingo (13) foi marcado por nostalgia, descobertas e conexões humanas durante mais uma edição da Feira do Rolo, realizada no Anfiteatro da Casa de Cultura Adolpho Bloch, na Praça Juscelino Kubitschek. O evento reuniu diversas pessoas apaixonadas por troca, colecionismo e cultura — e provou mais uma vez que seu espaço vai muito além de simples transações comerciais.
Idealizada há mais de dois anos por Carlos Gustavo e Victor, a feira teve início com foco em videogames, mas rapidamente se transformou em um verdadeiro ponto de encontro para amantes de antiguidades, cultura pop e artesanato. “A feira começou com videogame, mas foi tomando outra proporção... as pessoas começaram a trazer de tudo um pouco,” explicou Carlos.
E não faltaram opções para os visitantes: livros, revistas, discos de vinil, quadrinhos, moedas, cédulas, brinquedos antigos, eletrônicos, CDs, DVDs, obras de arte, artesanato, chaveiros e até esculturas manuais. Um verdadeiro paraíso para quem curte garimpar relíquias — ou simplesmente vivenciar boas histórias.

Um dos momentos mais marcantes foi o relato emocionado de um senhor de 80 anos que encontrou um brinquedo de sua infância. “Ele contou histórias maravilhosas. Foi um momento de pura nostalgia,” relembrou Carlos. E foi esse o espírito que dominou o evento: o resgate da memória afetiva e a ressignificação de objetos que, para uns, perderam valor — mas, para outros, representam verdadeiros tesouros.
A feira também se destacou como vitrine cultural, com a presença de escritores, músicos, artesãos e artistas locais expondo seus trabalhos. “Tem gente do crochê, pintores, músicos vendendo CDs... muita gente aposentada que encontrou aqui um espaço para participar, compartilhar e continuar produzindo,” contou Carlos.
Além da troca de objetos, a Feira do Rolo se firmou como espaço de troca de experiências, empatia e solidariedade. Em tempos de dificuldades econômicas, o evento oferece uma alternativa acessível e inclusiva para se adquirir algo novo — ou antigo, mas cheio de significado — sem precisar gastar.
E como disse Carlos, com um sorriso no rosto: “Todas as feiras que participei, levei algo novo para casa sem gastar um centavo. E conheci pessoas incríveis.”

📌 A Feira do Rolo acontece de duas a três vezes por mês, com o primeiro domingo de cada mês como data fixa sempre no Anfiteatro da Casa de Cultura Adolpho Bloch - Praça Juscelino Kubitschek. Para quem perdeu essa edição, fica a dica: prepare-se para a próxima, porque trocar é mais do que negociar — é compartilhar histórias.






