Dois casos registrados nos últimos dias ajudam a manter ligado o alerta sobre crimes virtuais em que adolescentes são levadas a se degradar sexualmente ou até mesmo se auto mutilar. Em um dos casos, um rapaz de 18. anos do Amazonas, Eduardo Medino (Foto), usava aplicativos para abusar de uma adolescente em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Em outro, rapaz obrigou jovem e a irmã a se exibirem
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A Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da 8ª DP (Estrutural) e com apoio do Departamento de Inteligência Policial da Polícia Civil do Ceará, realizou a operação "Uncover" em Fortaleza (CE). Foram cumpridos mandados de busca, apreensão e prisão preventiva contra um homem de 21 anos, acusado de ameaçar, registrar, armazenar e divulgar vídeos íntimos de conteúdo pornográfico de uma adolescente e sua irmã, ambas moradoras da Estrutural, via Instagram.
O investigado iniciou um relacionamento virtual com a adolescente de 16 anos, que conheceu pelo TikTok. Durante o namoro, exigiu que ela enviasse vídeos de nudez e pornografia. Quando a vítima tentou encerrar o relacionamento, passou a ser controlada e coagida a continuar enviando vídeos íntimos, inclusive envolvendo sua irmã e uma prima.
O autor também obrigou a adolescente a assistir cenas de sexo de outras menores, que igualmente eram vítimas e tiveram suas imagens divulgadas. Após o término, o acusado expôs as imagens da adolescente e da irmã para pessoas próximas, só parando após constranger a vítima a pedir perdão pelo fim do relacionamento. Ele ainda induziu a adolescente a obter e repassar vídeos íntimos de uma amiga em São Paulo, que, após a divulgação, tentou suicídio.
Durante o cumprimento dos mandados, o autor foi preso em flagrante por armazenar pornografia infantil em seus dispositivos. Ele foi indiciado por registro, divulgação e armazenamento de pornografia infantil e adulta, constrangimento ilegal, ameaça, perseguição, violência psicológica contra a mulher e corrupção de menores. A pena pode chegar a 36 anos de prisão.
O delegado Horácio Duarte, responsável pela operação, reforça que pais e responsáveis devem supervisionar rigorosamente o acesso de crianças e adolescentes à internet, buscando informações sobre controle parental quando necessário.
(Com informações das Polícias do RJ e DF)
