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Audiência não reverte prisão de Bolsonaro e STF faz votação nesta segunda

Manifestantes pró e contra na porta da Polícia Federal em Brasília

Audiência não reverte prisão de Bolsonaro e STF faz votação nesta segunda
Valter Campanato/Agência Brasil
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O ex-presidente Jair Bolsonaro alegou, durante audiência de custódia realizada neste domingo (23), em Brasília, que a tentativa de violar a tornozeleira eletrônica foi em razão de um "surto", causado por medicamentos. Ele também negou qualquer tentativa de fuga.

A juíza responsável pelo atendimento decidiu manter a prisão do ex-presidente após a audiência de custódia.

"Depoente [Bolsonaro] afirmou que estava com 'alucinação' de que tinha alguma escuta na tornozeleira, tentando então abrir a tampa", diz a ata da audiência, protocolada pela juíza auxiliar Luciana Sorrentino.

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Nesta segunda-feira (24), a Primeira Turma do Supremo vai julgar se mantém a decisão de Moraes, ou se revoga a prisão do ex-presidente. A sessão extraordinária será entre 8h e 20h.

MANIFESTAÇÕS A FAVOR E CONTRA 

De um lado da rua, aqueles que são contra o ex-presidente cantam e comemoram. Do outro, os favoráveis se posicionam em apoio a Bolsonaro. 

Os carros que passam buzinam, comemoram e até mesmo xingam os que estão ali. Uma manifestante estourou uma garrafa de champanhe para comemorar a prisão. 

Brasília (DF), 22/11/2025 - Trompetista em frente a sede da Polícia Federal após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Logo cedo, o músico Fabiano Trompetista foi ao local para tocar a marcha fúnebre, em alusão à prisão de Bolsonaro.

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) também esteve no local, e considerou a prisão uma "perseguição política absurda e inconstitucional". 

Advogada tributarista e historiadora, Verine Veiga, 36, está a turismo em Brasília e decidiu enfrentar o sol escaldante na frente da Superintendência da PF para participar deste que, segundo ela, é um "dia histórico para o país, após as medidas horripilantes adotadas por Bolsonaro durante a pandemia, que quase mataram meu pai".

Já a professora de dança Kátia Moraes, 59, disse ter vergonha do próprio sobrenome, por causa do ministro Alexandre de Moraes. 

"É por causa de todo esse contexto de injustiça, inveja e mentiras que vim aqui, sem hora para ir embora", afirmou Kátia.

Ela disse não acreditar nas histórias de compras de imóveis da família Bolsonaro. "Isso é guerra de narrativas, assim como a história do golpe."

(Com informações do G1 e da Agência Brasil)

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