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Quarta-feira, 04 de Novembro 2026
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Juliana Marins é homenageada nas redes sociais

A jovem montanhista faleceu após vários dias esperando resgate

Juliana Marins é homenageada nas redes sociais
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A jovem de 26 anos Juliana Marins faleceu em 24 de junho de 2025, enquanto praticava montanhismo em uma região vulcânica da Indonésia. Ela ficou presa em um terreno de risco durante a escalada. Nas redes sociais, usuários têm comparado o resgate da jovem ao trabalho da Defesa Civil brasileira, reconhecida por sua atuação eficiente em desastres naturais graves, como o ocorrido em Teresópolis em 2011.

Uma seguidora das redes sociais comentou: "Conseguem levar o homem à lua, mas não conseguem levar água, comida e cobertores para uma moça em uma encosta de um vulcão". O cartunista Gilmar publicou um desenho de uma flor na montanha em homenagem à jovem.

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Cartunista Gilmar - via Mídia Ninja

O Ministério do Turismo se prontificou a colaborar com a família de Juliana e com o corpo de resgate da Indonésia para localizar seu corpo. O guia que acompanhava a jovem concedeu entrevista à Rede Globo após ser acusado de tê-la deixado para trás, afirmando que ela alegou cansaço e que ele a orientou a descansar enquanto seguia adiante na trilha.

O pai de Juliana enfrentou dificuldades para chegar à Indonésia devido aos bombardeios no Oriente Médio entre Irã e Israel.

A tragédia de Teresópolis, frequentemente mencionada nas comparações, ocorreu em janeiro de 2011 e foi marcada por fortes chuvas que causaram deslizamentos e enchentes, deixando mais de 900 mortos e milhares de desabrigados na região serrana do Rio de Janeiro.

Para entender melhor os desafios enfrentados e as possíveis falhas no resgate, conversamos com Wederson, montanhista experiente e conhecido por suas trilhas na cidade.

Entrevista com Wederson, montanhista

Serra1: Wederson, você que pratica montanhismo e é conhecido por fazer trilhas, pode nos dizer se houve erro da Juliana ou da equipe de resgate?

Wederson: Eu não acompanhei muito o caso ainda, mas vou analisar com calma para dar uma resposta mais precisa.

Serra1: Tudo bem. Você tem alguma dica de segurança para quem quer fazer trilhas?

Wederson: Claro. O ideal é sempre procurar um profissional qualificado, fazer um curso de capacitação e nunca ir sem conhecer o ambiente — seja montanha, cachoeira ou qualquer esporte radical. O mínimo de conhecimento é essencial para evitar acidentes.

Serra1: Sobre o caso da Juliana, ouvi que o guia a deixou descansar e seguiu sozinho. O que você acha disso?

Wederson: Isso é complicado. Aqui perto da gente, na serra, acidentes assim acontecem com frequência. É comum em trilhas que o grupo precise se manter unido para garantir a segurança. Deixar alguém para trás, mesmo que temporariamente, pode ser arriscado.

Serra1: Nas redes sociais, muitos comparam a equipe de resgate da Indonésia com a Defesa Civil do Brasil. Você acha que a nossa Defesa Civil está bem preparada?

Wederson: Eu, pessoalmente, nunca precisei de resgate, graças a Deus, e sou altamente qualificado, assim como minha equipe. Se precisar, eu confiaria mais em montanhistas locais do que em bombeiros ou Defesa Civil, mas essa é só minha opinião pessoal. Não posso afirmar se a Defesa Civil é ou não preparada profissionalmente.

O acidente com Juliana ocorreu em uma das trilhas mais perigosas do Monte Rinjani, um vulcão de 3.726 metros conhecido pelo terreno instável e clima imprevisível, que já causou outras fatalidades nos últimos anos. A operação de resgate enfrentou dificuldades climáticas, terreno íngreme e falta de infraestrutura adequada, o que atrasou o socorro.

Especialistas apontam que o parque deveria ter um plano de emergência mais eficiente e que o uso de tecnologias como drones poderia ter auxiliado no resgate. Além disso, relatos indicam que o guia que acompanhava Juliana teria deixado a jovem descansar sozinha, o que pode ter contribuído para o desfecho trágico.

O Ministério do Turismo brasileiro se colocou à disposição para apoiar a família e colaborar com as autoridades locais na Indonésia. A morte de Juliana também gerou comoção nas redes sociais, com homenagens e críticas à operação de resgate.

Este caso reforça a importância da preparação adequada, da capacitação profissional e da estrutura de emergência em locais turísticos de risco, para evitar novas tragédias.

 

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