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Quarta-feira, 20 de Maio de 2026
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Controvérsia em Teresópolis: Prefeitura e Beneficência Portuguesa divergem sobre suposta paralisação parcial em ortopedia e pediatria

Nota emitida pela Prefeitura tem data marcada de reunião com funcionários da Beneficência Portuguesa

Controvérsia em Teresópolis: Prefeitura e Beneficência Portuguesa divergem sobre suposta paralisação parcial em ortopedia e pediatria
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A polêmica envolvendo a Prefeitura de Teresópolis e o Hospital Beneficência Portuguesa ganhou repercussão nesta semana após a divulgação de um comunicado não autorizado fixado no hospital, que anunciava uma paralisação parcial nos atendimentos das clínicas de ortopedia e pediatria devido a atrasos salariais alegados no pagamento dos funcionários desses setores, supostamente há oito meses sem receber.

 

A Prefeitura reagiu rapidamente, emitindo nota oficial na segunda-feira (21), na qual ressaltou surpresa com a informação da paralisação e refutou qualquer justificativa para a suspensão dos serviços, afirmando que, em 2025, já efetuou repasses ao hospital superiores aos realizados em todo o ano anterior. O governo municipal ainda comunicou que reforçou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para absorver integralmente a demanda e assegurar que nenhum cidadão fique sem atendimento, destacando que não aceitará pressões ou boicotes e adotará todas as medidas legais para garantir a continuidade dos serviços essenciais.

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Do lado do hospital, a direção desautorizou o comunicado fixado e esclareceu que o documento foi colocado sem a anuência da diretoria, classificando a ação como irresponsável e inconsequente. Ainda assim, a beneficiência reconhece a existência de negociações com a Prefeitura ao longo dos últimos 14 meses para evitar paralisações e demonstra esperança na solução do impasse.

 

O contexto da crise tem raízes na gestão anterior de Vinícius Claussen, cuja administração deixou débitos significativos em aberto, incluindo salários atrasados e uma dívida que ultrapassa R$ 700 milhões, impactando financeiramente o município. A atual gestão do prefeito Leonardo Vasconcellos assumiu o desafio de equilibrar as contas e vem, desde o início de 2025, adotando medidas para o pagamento gradativo dos salários herdados e mantendo os repasses aos prestadores de serviços na Saúde, mesmo diante da grave situação fiscal.

 

No meio desse embate, a Prefeitura convocou reunião para o dia 23 de julho com a direção da Beneficência Portuguesa, com o objetivo de esclarecer os fatos, entender os reais motivos para a interrupção parcial dos atendimentos e buscar uma solução conjunta que preserve o acesso da população a serviços fundamentais de saúde.

 

Em paralelo, a cidade já enfrenta desafios antigos na rede hospitalar, como a superlotação e crise no Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (HCTCO), que em 2007 enfrentou risco de paralisação por dívidas da Prefeitura e subfinanciamento do SUS, mostrando que a questão financeira na saúde municipal é histórica e persistente.

 

Segue abaixo a nota da PMT sobre o ocorrido:

 

NOTA OFICIAL: 

 

A Prefeitura de Teresópolis informa que, conforme compromisso assumido no último sábado, dia, 19, adotou todas as providências necessárias para garantir a continuidade do atendimento em ortopedia à população, diante da paralisação parcial promovida pela Beneficência Portuguesa.

 

Desde as primeiras horas desta segunda-feira, dia, 21, a UPA funcionou com estrutura reforçada, preparada para absorver integralmente a demanda, assegurando que nenhum cidadão ficasse sem atendimento.

 

A Prefeitura reitera que não reconhece qualquer justificativa legítima para a interrupção, ainda que parcial, dos serviços por parte da Beneficência Portuguesa. E reafirma, de forma categórica, que não se submeterá a pressões, chantagens ou boicotes — venham de onde vierem — e adotará todas as medidas legais e administrativas cabíveis para garantir que nenhum serviço essencial à população seja interrompido.

 

Foi marcada uma reunião com a direção da Beneficência Portuguesa para a próxima quarta-feira, dia 23, com o objetivo de solicitar esclarecimentos sobre a nota emitida pela instituição e entender os reais motivos que levaram à paralisação.

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