O segundo Fórum Teresópolis Sustentável aconteceu na noite desta quarta-feira, 25, e foram discutidas diversas questões relacionadas à reciclagem e à sustentabilidade, incluindo iniciativas como hortas comunitárias e farmácias naturais. Além disso, destacou-se a importância da educação ambiental tanto no âmbito escolar quanto na sociedade em geral.

Educação Ambiental e Cidadania:
A educação ambiental deve ser encarada como um aprendizado para a vida, conforme ressaltou a professora Juliana da Escola Municipal Maria Mendes, de Cruzeiro, no Segundo Distrito. Segundo a professora "É fundamental que os estudantes não apenas recebam conhecimento teórico, mas também participem ativamente de ações práticas, divulgando metodologias de pesquisa e promovendo a preservação ambiental. Professores capacitados em educação ambiental desempenham papel crucial nesse processo, contribuindo para a formação de cidadãos conscientes e responsáveis".
Além do aspecto educacional, a sustentabilidade envolve também uma dimensão jurídica e social. Projetos sociais em parceria com universidades, como a criação de hortas verticais, o cultivo de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) e a implantação de farmácias vivas, são exemplos de iniciativas que promovem o bem-estar coletivo e o desenvolvimento sustentável das comunidades.
Desafios da Gestão Pública e Infraestrutura:
Um ponto levantado durante o fórum foi a participação dos órgãos públicos na promoção da sustentabilidade. Como implementar a coleta seletiva em áreas negligenciadas pela gestão municipal? A ausência de infraestrutura adequada, como lixeiras coloridas para separação do lixo, dificulta a prática correta da reciclagem.
O perito criminal Gilbert Braga levantou a questão do seu próprio bairro, vítima, segundo ele, do abandono e do descaso das autoridades. Ele apresentou abaixo-assinado, fotos e ações apresentadas ao Ministério Público e ainda aguarda resposta da Secretaria do Meio-Ambiente.
Além disso, a falta de medidas para proteger o meio ambiente, como a instalação de quebra-molas em áreas de preservação para evitar atropelamentos de animais, e o combate à poluição sonora, são desafios que precisam ser enfrentados com urgência. A educação ambiental é essencial, mas sem o suporte estrutural necessário, como pontos de coleta e fiscalização, torna-se limitada.
Datas Comemorativas e Conscientização:
A importância de valorizar datas como o Dia Mundial da Água (22 de março) e o Dia da Terra (22 de abril) para fortalecer a conscientização ambiental também foi debatida. Outras datas relevantes incluem o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) e o Dia Internacional da Biodiversidade (22 de maio), que podem servir como oportunidades para mobilizar a sociedade e promover ações concretas.
Os debates tiveram como mediadores e coordenadores Gleyse Peiter e Jander Leal.

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