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Sexta-feira, 06 de Novembro 2026
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Porteiro é preso por furtos e reacende caso de suposto agressor que morreu na prisão

Homem alertava para crimes e se dizia inocente

Porteiro é preso por furtos e reacende caso de suposto agressor que morreu na prisão
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Uma reviravolta em um caso iniciado em fevereiro em Teresópolis. Um homem foi preso acusado de perseguir e ameaçar porteiro do seu condomínio. Ele chegou a ser preso por tentativa de homicídio, mas alegava inocência e que o porteiro estava furtando coisas de sua residência. Agora, no início deste mês, o porteiro Carlos Eduardo Lemos acabou sendo preso, junto com dois filhos, acusado de estar furtando em apartamentos do condomínio onde trabalhava, em Agriões.
No meio desse processo, o senhor de 80 anos preso inicialmente pela agressão a Carlos Eduardo morreu na prisão. O que está motivando  uma ação de sua família. Segundo familiares que preferiram não gravar entrevista neste momento, o senhor, cujo processo ainda corre em segredo de Justiça, morreu como um criminoso.

A ACUSAÇÃO INICIAL
No dia 9 de fevereiro, o senhor L., de 80 anos, foi preso em flagrante pelo crime de lesão corporal grave, após, segundo a polícia, atacar o porteiro, Carlos Eduardo Silva Lemos, com um punhal. Mas o homem foi liberado após pagar fiança de R$ 7.500,00.
No entanto, a Justiça reconsiderou a decisão após depoimentos de testemunhas e a divulgação do laudo pericial, que comprovou a gravidade das lesões. A acusação foi alterada para tentativa de homicídio, resultando na expedição de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, cumpridos na noite da quarta-feira, 12.
O senhor L afirmava que era inocente e acusava o porteiro de estar furtando seu apartamento. Porém, foi levado para a Polinter. Em virtude da idade e de problemas de saúde, a defesa pediu um habeas corpus para que respondesse o processo em liberdade.  No entanto, o pedido foi negado, ele passou mal na prisão e veio a falecer.

REVIRAVOLTA
Durante este período, o porteiro chegou a dar entrevistas a veículos de comunicação alegando ser vítima de perseguição. Disse que o senhor L o havia ameaçado e que agrediu até outros membros de sua família. Chegou a aparecer em capas de jornais e noticiários de tv jogando ainda mais  carga negativa contra a imagem do morador preso.
Porém, no início deste mês, a imagem de vítima de Carlos  ficou ofuscada. Isso porque, ele e mais dois filhos foram presos pela Polícia Civil, após investigações que revelaram ações criminosas dentro do próprio condomínio. O porteiro e seus filhos estariam entrando em apartamentos de moradores e cometidos furtos.
Diante das várias queixas a Polícia começou a investigar e chamou a atenção que nunca havia imagens de câmeras de segurança nos prováveis dias e horários dos furtos.
A equipe da 110ª Delegacia de Polícia investigou e acabou constatando a ação criminosa dos membros da família, solicitando então a prisão dos mesmos.

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DÚVIDAS
A prisão do porteiro não absolve por si só o senhor L de possíveis agressões que venha a ter cometido. Mas levanta dúvidas sobre vários aspectos do caso. 
A  começar pelos testemunhos de Carlos Eduardo e familiares. Passando pelo fato de que a motivação de uma suposta agressão não foi considerada num primeiro momento, só sendo revelada após a repetição de crimes.
E até a possibilidade de que estes  novos crimes foram cometidos diante de uma sensação de impunidade do porteiro e seus filhos.
A família do senhor L agora quer justiça com a memória do mesmo.

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