No último domingo, 13 de abril, a Casa de Cultura Adolpho Bloch foi palco de uma manhã emocionante e repleta de brasilidade com a comemoração dos 16 anos do projeto Cultura de Raiz — uma iniciativa que homenageia a cultura popular e dá visibilidade aos músicos que mantêm vivas as tradições do interior e do campo.
Com café fresquinho servido a partir das 9h30, o público começou a chegar cedo para prestigiar essa edição especial, que trouxe no repertório uma homenagem às mulheres e aos povos indígenas, reconhecendo suas contribuições fundamentais para a formação cultural do país.
Música, afeto e resistência cultural
Idealizado para ser um espaço de inclusão, o projeto se firmou ao longo dos anos como um verdadeiro celeiro de talentos populares. Como destacou Arnaldo Almeida, produtor cultural e um dos organizadores do evento:

“Hoje a gente está comemorando 16 anos do projeto Cultura de Raiz, que foi criado para dar voz e vez aos músicos populares, aos músicos que não têm um espaço para tocar. E ainda bem, há 16 anos a gente tem conseguido cumprir esse papel.”
Durante o evento, diversos artistas subiram ao palco — incluindo músicos que fazem parte do projeto desde o seu início. Entre os participantes havia pessoas das mais diversas profissões, incluindo pipoqueiros, agricultores e moradores da região, todos com histórias únicas e instrumentos nas mãos.

“É o segundo projeto mais longevo da Secretaria de Cultura. O primeiro é o Música na Matriz, e o segundo é o Cultura de Raiz. Só que o Cultura de Raiz foi sempre ininterrupto. Isso mostra que o programa conseguiu identificar sua essência e que as pessoas gostam do programa”, afirmou Arnaldo.
Celebração comunitária e continuidade
O evento foi marcado por um clima de festa e pertencimento. Famílias, artistas, autoridades e amantes da cultura popular lotaram o espaço. Ao final, o sentimento era de gratidão e esperança:
“Hoje a gente está aqui, num domingo, cheio de gente comemorando. Espero que o projeto sobreviva por muitos anos.”
Com entrada gratuita e acolhimento caloroso, o Cultura de Raiz reafirma seu papel como símbolo de resistência cultural e de afeto coletivo, celebrando aquilo que Teresópolis tem de mais genuíno: a sua gente e sua arte











