O Festival Sesc de Inverno chegou ao fim e apesar do bom público presente na Praça Olímpica nos shows de Suel e Onze:20 ficou uma sensação de que Teresópolis foi menos prestigiada este ano. Teve menos atrações, os shows disponibilizados foram de artistas menos populares que os que se apresentam na maioria das cidades. E nem mesmo o tradicional evento de abertura no Sesc Café foi realizado este ano.
Pagode

Na sexta-feira (25), quem subiu ao palco foi o cantor Suel, embalando a plateia com sua turnê “Clássicos”, que tem percorrido o Brasil revisitando grandes sucessos do pagode e da sua trajetória solo. Canções como “Pretexto”, “Duvido”, “Para de Pirraça” e “Me Assume ou Me Esquece” embalaram corações apaixonados, junto de releituras de nomes como Só Pra Contrariar, Raça Negra e Soweto. O romantismo característico de Suel envolveu a noite, que teve até chuva antes do show — mas nada que intimidasse os fãs, que cantavam em coro antes mesmo da apresentação começar.
Com carisma de sobra, o cantor interagiu com o público do início ao fim, distribuindo brindes, sorrisos e até descendo do palco para ficar pertinho dos fãs. Um momento que certamente ficará na memória de quem aguardava ansiosamente para ver o ídolo de perto.
Reggae

No sábado (26), foi a vez do reggae tomar conta do palco com a apresentação da banda mineira Onze:20. A energia solar da banda contrastou com a brisa gelada da noite, em um show vibrante que elevou o astral da Praça Olímpica. Com Joey Mattos no vocal, a banda aproximou ainda mais a relação com o público, que virou um verdadeiro coral ao cantar sucessos como "Sem Medo de Amar", "Me Leva" e "Deixo Você Ir".
Um dos momentos de destaque foi a releitura de “Não Precisa Mudar”, eternizada na voz de Ivete Sangalo, e o encerramento apoteótico com “Meu Lugar”, um clássico da banda que deixou o público com gosto de quero mais.
