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Quarta-feira, 15 de Julho de 2026
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BNDES apoiará ideias de arquitetos negros para Pequena África, no Rio

Região carioca é marco da chegada de africanos ao Brasil

BNDES apoiará ideias de arquitetos negros para Pequena África, no Rio
Tomaz Silkva - Agência Brasil
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Uma plateia majoritariamente negra ocupou o teatro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no centro do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (21), para a cerimônia de anúncio do concurso que vai selecionar arquitetos e urbanistas negros para criar uma espécie de museu a céu aberto na região da Pequena África, berço da presença africana no Brasil. 

Uma apresentação do grupo cultural afoxé Filhos de Gandhy marcou o lançamento da concorrência pública, que é voltada exclusivamente para profissionais negros e escritórios que tenham negros à frente das equipesAs inscrições podem ser feitas até 18 de abril.

A entrega das propostas de intervenções urbanísticas e arquitetônicas têm prazo até 15 de maio. Todos os candidatos passarão por banca de heteroidentificação – procedimento em que terceiros analisam as características físicas de uma pessoa para identificar a cor ou etnia.

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As propostas devem contribuir para a criação de um ambiente urbano integrado e funcional. Os arquitetos podem abranger ações culturais, estratégias de mobilidade urbana e até soluções de comunicação visual, mobiliário urbano e intervenções de pequeno porte. A ideia é que seja realçada a identidade local e consolidada a região como espaço de referência cultural e social.

Os projetos devem manter foco na valorização do patrimônio, no estímulo à economia criativa e na ampliação do acesso à cultura. Um exemplo de intervenção é a integração de marcos históricos e percursos significativos. A ideia é fazer com que visitantes que passeiem pela região se percebam em um museu de território.

O resultado será conhecido em junho e será decidido por um júri com cinco representantes:

  • Prefeitura do Rio de Janeiro
  • Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB)
  • Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
  • Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil
  • Comitê Gestor do Sítio Arqueológico do Cais do Valongo (reúne representantes da sociedade civil e de governos) 

Os três projetos selecionados receberão prêmios que somam R$ 300 mil.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Agência Brasil
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