Decisão da Justiça Federal condenou proprietários de um grupo de churrascarias de Teresópolis a cinco anos de prisão em regime semiaberto. De acordo com a decisão judicial, eles teriam submetido funcionários a condições de trabalho análogas à escravidão.
A denúncia do Ministério Público apontava que funcionários eram trazidos do Nordeste com promessa de emprego, mas já chegavam a Teresópolis devendo, pois lhes era cobrada a viagem de vinda. Ficavam em apartamento superlotado, faziam jornada de trabalho de até 16 horas e não recebiam nenhum adicional noturno ou horas extras. Os depoimentos dos funcionários trazidos do Nordeste na época apontavam até mesmo ameaças e coação física.
A ação penal data de 2014, mas durante todos estes anos a empresa seguiu normalmente com as churrascarias Novilho de Ouro e Varietá, nos bairros da Várzea e Alto, respectivamente. Em2017, a empresa chegou a ser citada na lista negra do trabalho escravo, divulgada em reportagem da Rede Globo.
A decisão do juiz federal Marcos André Bizzo Moliari determina cinco anos de prisão em regime semiaberto para os réus. O Ministério Público já anunciou que irá recorrer por uma pena maior.

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