A cena underground de Teresópolis está voltando com tudo! Com shows de Rock N' Roll, no clube noturno da Taurus, nos barzinhos da cidade: Brewzin, Big Ape, Vagalume, entre outros. O que não falta é opção para todas as subculturas se encontrarem.
Recentemente fui ao show da banda Bad Roses, que faz cover dos Guns N' Roses. A banda animou a noite de sexta-feira e lotou a Taurus. Um show empolgante, com músicos excelentes e um frontman com vocais poderosos! O guitarrista com seus cabelos longos cacheados e um chapéu preto, ficou igual ao Slash. É o famoso Gambá, querido e respeitado por todas as galeras da cena do Rock na cidade. Eu tive o prazer de conversar um pouquinho com ele e falamos da cena na cidade:
SERRA 1:
A quanto tempo você está na banda (Bad Roses)?
Gambá:
Eu entrei em 2017, a banda existe desde um pouquinho mais (de tempo) e a gente está aí até hoje trabalhando para melhorar cada dia um pouquinho mais, né!
SERRA 1:
Você acha que a cena do Rock em Teresópolis está voltando com tudo?
Gambá:
Olha, eu acho que a cena do Rock em Teresópolis é sensacional, toda vez que a gente toca a casa fica cheia, as pessoas sempre gostam muito, elogiam, comentam, mostram para as outras pessoas (...)
Eu estou sempre aqui assistindo outras bandas na Taurus, venho aqui com frequência, sempre tem várias bandas tocando aqui e no meu ponto de vista a cena do Rock aqui é muito boa, tem muita gente que se propõe a sair de casa para prestigiar as bandas, tem muitos músicos bons aqui na cidade, muita música boa, tá! Muito mesmo! Aí tem gente que sai para assistir, tem gente que prefere fazer outras coisas e está tudo bem. Mas aqui é muito legal sim, sempre tem eventos.
O Gambá além de bom músico é uma simpatia e deixa seu recado para os rockeiros da cidade.

Depois conversei com o Vitor, vocalista da banda:
SERRA 1:
A quanto tempo você está na banda?
Vitor:
Vixe, não tenho certeza, mas há um pouco mais de 10 anos.
SERRA 1:
E aí, o que você está achando da cena do Rock em Teresópolis? Está voltando com tudo?
Vitor:
Está voltando aos pouquinhos. Acho que a galera tem que abrir espaço, a prefeitura tem que ajudar também. Fazendo eventos, tem que apoiar as bandas, né! A gente tem uma cena forte, o público é fiel e a gente tem tudo para voltar com força! Eu acho que as bandas têm que se unir também e eu acho que todo mundo aí de mãos dadas a gente consegue fortalecer a cena e vamos voltar com tudo.
Falou e disse! O Rock também é atitude!
Depois do show fui para um after no Vagalume, onde convergem várias subculturas e pessoas de todos os estilos se encontram: artistas de rua, músicos, atores, punks, metaleiros, alternativos, hippies, góticos, galera do hip-hop, LGBTQI+, todos vão tomar uma cerveja gelada e conversar com gente interessante.
Foi lá que eu conheci a artista Lótus Luz que falou um pouco de suas vivências como uma pessoa não-binária. Ela me contou sobre a não-aceitação de alguns membros de sua família e de como na pandemia ela viveu uma experiência de morte do seu antigo eu e renascimento do seu eu atual:
"Bom, eu acho que além da questão de gênero, é uma questão de identificação. O fato de se encaixar em uma humanidade que nos é forçada. Meu renascimento foi uma coisa catártico, depois de anos enterrado em uma humanidade que me foi forçada, eu renasci e não tive outra alternativa a não ser viver todas as angústias e felicidades..."
Semana que vem, dia 15 é a vez do Hardcore na Taurus. Será um festival engajado para ajudar nossos irmãos teresopolitanos que mais precisam. A entrada será 10 reais e um quilo de alimento não perecível.

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