A cúpula do BRICS em 2025 será realizada no Rio de Janeiro, nos dias 6 e 7 de julho, no Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro do Flamengo. O evento reunirá mais de 4 mil participantes, incluindo chefes de Estado, chanceleres e assessores dos 11 países-membros: Brasil (anfitrião), Rússia, Índia, China, África do Sul, Indonésia, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Irã, além de representantes de países parceiros convidados, totalizando 20 países.
No entanto, os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, não virão presencialmente. Xi Jinping não comparecerá devido a um conflito de agenda, com o primeiro-ministro chinês Li Qiang representando a China. Já Putin optou por participar por videoconferência, em razão de um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional contra ele, o que gerou preocupações jurídicas e de segurança para sua viagem ao Brasil.
Essas ausências esvaziam simbolicamente o peso político do encontro, especialmente pela falta dos dois maiores líderes do bloco, mas não impedem a continuidade das negociações e debates do grupo, que abordarão temas como cooperação econômica, desenvolvimento sustentável, saúde global, comércio, inteligência artificial e reformas institucionais.
Assim, o Brasil assume papel central na mediação e condução da agenda do BRICS, em um encontro que terá caráter mais técnico e pragmático, apesar dos desafios diplomáticos relacionados à presença dos líderes russos e chineses.

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