A Orquestra Cazuá chega aos palcos do Sesc Teresópolis, no dia 2 de agosto, às 19h30, com um espetáculo vibrante que celebra as raízes da música popular brasileira. Fruto de mais de 15 anos de pesquisa de artistas, dançarinos e musicistas dedicados às culturas afro-diaspóricas e indígenas das Américas, a apresentação é um pedido de licença e bênção aos que vieram antes, às mestras e mestres que sustentam a ancestralidade cultural do país.
Este grupo artístico não é apenas um coletivo musical. Envolve arte, dança, cores, cultura e ancestralidade brasileira de forma tão orgânica e natural que encanta tanto a quem vê quanto a quem ouve. Vai muito além das expectativas, seja nos videoclipes, seja na voz de quem canta, formando uma harmonia tão bela que se torna uma verdadeira canção de amor e fé. Ao som do ijexá e das vozes suaves, você embala seus filhos, trazendo a história do seu povo para este Brasilzão, com muito orgulho e paixão. É mais que tradição: é o pé no chão e o ritmo que bate no coração.
A circulação do espetáculo acontece por meio da seleção no Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar, iniciativa que tem como objetivo impulsionar a produção artística fluminense e ampliar o acesso à cultura em diferentes territórios do estado. Após se apresentar em São Gonçalo, a Orquestra passará também por outras unidades do Sesc RJ, como Nova Iguaçu, Copacabana, Ramos, Tijuca e Teresópolis.
Unindo música, dança, poesia e performance, a Orquestra propõe uma experiência sensorial e imersiva, com composições autorais e ritmos que atravessam as regiões Norte, Nordeste e Sudeste do país. No repertório, sambas de roda e de coco, maracatu, jongo, ijexá, carimbó se entrelaçam em um grande balaio sonoro e poético, conduzido por uma orquestra sinfônica formada por sopro e instrumentos percussivos. “Este grupo artístico é, acima de tudo, um convite ao encantamento, uma viagem coletiva que reverencia o passado, celebra o presente e abre caminhos para um futuro”, afirma Natalia Sant’Anna, uma das coordenadoras artísticas do projeto.
Antes conhecida como Sinfônica Griô, esta orquestra nasceu com o propósito de unir os palcos aos terreiros, os teatros às encruzilhadas, celebrando e reverenciando a riqueza e a diversidade da cultura brasileira. Mais do que um espetáculo, o projeto é também um instrumento de democratização do acesso à arte. Além de apresentações pontuais pelo estado do Rio de Janeiro, o grupo atua em comunidades periféricas, promovendo oficinas e ações culturais com crianças, adolescentes e adultos. São atividades de perna de pau, danças brasileiras, percussão, construção de instrumentos com materiais reutilizáveis, contações de histórias e apresentações cênico-musicais, todas baseadas nos fundamentos da cultura popular brasileira.

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